Superman & Batman #35

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Um Asa Noturna está preso e tem suas horas contadas. Será que os dois outros Asas Noturnas o livraram a tempo, mesmo tendo que enfrentar os dois irmãos gêmeos Pierce? Roteiro de Bruce Jones, desenho de Paco Diaz, Arte Final de Bit, Capa de Jock.Marcadores: Asa Noturna

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A Rainha Negra, Sasha Bordeaux, encara de frente Sargento Steel, chefe do Departamento de Assuntos Meta-Humanos, organização que estraga os planos de infiltração do Xeque-Mate. Para que o Kobra confie novamente na célula terrorista, eles precisam de uma equipe de super-heróis especial. Roteiro de Greg Rucka, Arte & Capa de Jesus Saiz.Marcadores: Xeque-Mate

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Este post vai fugir um pouco do normal, mas eu achei interessante e resolvi publicar aqui, pedindo antes a permissão do autor da entrevista, é lógico.
Bem... o blog Tarja Preta conta com uma "coluna" chamada QUADRINHOPOLIS, onde o Luiz Felipe Neto, aborda o mundo dos quadrinhos e dos scans. E para encerar 2007 ele publicou na sua coluna uma entrevista com o Eudes do já conhecido RAPADURA AÇUCARADA, cujo hobby serviu de inspiração para várias pessoas, tanto que o Blog do Eudes acabou expandindo para um Fórum, o FARRA que conta além dos scans com projetos própios de "HQs de GARAGEM" e com o FARRAZINE, que reune vários "FARRISTAS", abordando o que há de melhor em Musica, Cinema, Quadrinhos (é Claro!) e muito mais.
Mas enfim...
A entrevista na integra!
"Como prometido, O último Quadrinhópolis do ano traz a última parte do especial E os scans?, uma entrevista (mais para um bate-papo, para ser franco) com o grande Eudes Honorato, responsável pelo Rapadura Açucarada (que acaba de completar cinco anos). Não foi fácil conseguir encontrar o Eudes no MSN (você jura que eu iria até o Rio de Janeiro, nesse caos aéreo e com a grana curta, quando temos as maravilhas do titio Gates à nossa disposição?), especialmente porque eu não tinha um horário decente na internet para fazer isso. Mas, eis que numa noite de sexta, pouco antes de eu sair para um show de Fagner (sim, Fagner), eu vejo uma janelinha piscando. Resultado: uma rápida conversa, mas bastante divertida, e pude conhecer um pouco mais sobre um dos caras mais respeitados no mundo dos scans.
Felipe: - Porque você começou a postar scans? (perguntinha básica e besta, mas essencial)
Eudes: - Pouco antes de começar o meu blog, eu conheci um site, o Toca do Carcaju. Lá eu peguei Marvels, Cavaleiro das Trevas, e havia a promessa de se publicar Watchmen. Se baixava página por página (nota: Deus, que trabalho devia dar). Poucos dias depois de entrar, o dono do site disse que iria fechar, por causa da Abril. Depois de um tempo, estava comentando sobre uma revista do DeadPool num fórum da UOL, onde ele ia até o passado e interagia com diversos personagens do Homem-Aranha, inclusive tirando sarro do cabelo do Osborn.
Felipe: - Realmente, nem o Chico César tem um cabelo tão ruim.
Eudes: - (risos) Me pediram pra escanear uma página. Eu nem sabia como fazer, foram me ensinando.
O Eudes disse que, ao contrário do que muitos dizem, não há nada de “espetacular” nos motivos dele trabalhar com scans. Seria como um vício, uma terapia. Além do mais, uma forma de entrar em contato com outras pessoas. Falando em terapia, ele comentou que tinha uma síndrome de pânico há 12 anos e que ela sumiu quando ele começou com o Rapadura. Aliás, rapadura… Qual seria o motivo do título?
Felipe: - Porque Rapadura Açucarada? Tipo, eu sou nordestino, entendo bem o conceito, mas você é do Rio.
Eudes: - Bom, eu sou cearense, nasci lá, mas fui criado aqui, no Rio (nota: o Eudes nasceu numa cidade chamada Reriutaba… Eu juro que a encontrei no mapa, no terceiro mapa que eu procurei). Eu criei dois blogs antes do Rapadura, todos sem graça, nem lembro o nome. Na época eu visitava um que se chamava “Passeata solitária” e disse que o meu tinha que ser algo assim, sem noção.
Felipe: - É o carma de todo o blog mesmo, quanto menos noção o título…
Eudes: - (risos) Pensei em rapadura, e pensei “é açúcar, açucarada”. É como “sair pra fora”. Eu não sei se ficou famoso pelo nome ou pelos scans, acho que por eles. Nem gostava de blogs, no começo, foi mais pelos scans mesmo. Mas o tempo com os scans me fez gostar do blog e, quando tive de parar com eles, em 2003, me dediquei a algumas outras coisas.
Nessa época, em 2003, o Eudes conversou por MSN com um dos editores da Panini, que pediu a ele que parasse com os scans, pois o Rapadura havia se tornado conhecido demais (!). Também comentou que achava que o scan nunca iria substituir o papel e que, apesar de não haverem números que comprovassem, não acreditava que a prática fosse danosa ao mercado. Citou, como exemplo, a Brainstore, que trazia material da Vertigo a preços altíssimos e de baixa qualidade, e havia falido.
Eudes: - Culpa dos scans? Não. A única coisa que condeno nos “scanners” é traduzir X-men que vai estar amanhã nas bancas.
Felipe: - Você acha que o fato de poder conhecer pelo “scan” algumas obras mais alternativas que não costumam sair no Brasil deixou o publico daqui mais exigente?
Eudes: - Não sei, mas vejo que tem saído muita coisa que talvez não sairia antes.
Felipe: - Alias, Y, the Last Man, está terminando nos EUA e aqui mal começou e parou no primeiro arco.
Eudes: - E estava saindo pela Opera, mais uma que acha que nerd é magnata.
Felipe: - Aliás, ponto positivo nisso pra Pixel, que pratica preços mais acessíveis.
Eudes: - Sabe, eu tenho todos os scans do Monstro do Pântano da fase de Alan Morre, mas quando vi o encadernado da Pixel Media, 20 reais, capa dura, não pensei duas vezes.
Felipe: - Então, o fato de ter o scan não te fez deixar de comprar a revista, já que ela valia a pena?
Eudes: - É isso que o scan não consegue vencer, o verdadeiro fascínio do fã pelo papel. Quem não compra por causa do scan é porque não compraria mesmo. O que pode acontecer é o seguinte: o orçamento do cara não permite que ele compre tudo que sai, então ele baixa o que não pode comprar (nota, isso se faz bastante útil quando tratamos de maxi-séries, como Guerra Civil, com Tié-ins intermináveis).
Por fim, não podemos deixar de anotar o que Eudes acha sobre ser mais uma entre dezenas de celebridades do mundo virtual.
Eudes: - Isso é meio estranho, eu sou um cara simples. Aqui fora, eu sou um “ninguém”. Essa coisa de Internet é bizarra. No fórum, alguns moleques insistem em me chamar de “mestre”. Só falta eu dar uma bifa. Só sei mexer em blog porque é muito simples, e porque tive um batalhão de gente ajudando, nestes cinco anos.
O Rapadura não limitou-se tão somente a scans, mas conta também com várias produções próprias, como o F.A.R.R.A.zine, distribuído no blog e já em sua segunda edição (e, devo comentar, não deixa nada a desejar às revistas profissionais da área) ou os contos do Jerusalem Jones. Foram lançadas séries inéditas diretamente no Rapadura, como uma coletânea de tirinhas do Homem-Galinha. Os scans mesmo estão concentrados agora no F.A.R.R.A (Fórum de Agrupamento dos Revolucionários do Rapadura Açucarada - o link já leva ao novo endereço do fórum).
…
Como o próprio Eudes disse em sua entrevista, todos os detalhes do blog, desde seu logotipo, até as produções que levam sua marca, só foram possíveis graças à grande colaboração de pessoas que, a princípio, estiveram unidas pelos scans. Mas será que pelos scans, unicamente, ou havia aí também o amor pela nona arte? O que coloca ainda mais lenha na fogueira. Scans podem mesmo não ser os vilões?
Assim encerramos essa série especial do Quadrinhópolis. Com mais indagações que respostas, mostrando um pouco mais de um dos lados e esperando que o outro se manifeste sempre que quiser.
Abraços a todos, e em especial, ao mestre Eudes (eu vou levar uma bifa agora? Espero que não. Tenho bons advogados, viu Eudes?)"
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